DISTRITO ESCOTEIRO ALTO VALE E PLANALTO

LINHA ESCOTISTA

O Adulto Educador

 Auto-Desenvolvimento

Anel de Gilwell

 Um bom Escotista ou Dirigente Institucional deve ter uma série de atitudes básicas que deve procurar desenvolver, aproveitando ao máximo todas as oportunidades que lhe sejam oferecidas e buscando sempre novas ocasiões de melhorar, num esforço constante de aperfeiçoamento pessoal.

O Escotista e o Dirigente Institucional deve estar atento aos aspectos que são apresentados a seguir, analisando de quando em quando, os progressos que venha obtendo e as dificuldades encontradas, certo de que os membros juvenis de uma seção só crescem na medida de que seus Escotistas também crescem.

 Responsabilidade Voluntária

 Esta atitude depende da Compreensão dos amplos objetivos da educação e da importância da obra educativa para o desenvolvimento individual, o progresso da comunidade local e do próprio país e a compreensão da Fraternidade Escoteira Mundial.

O Escotista e o Dirigente Institucional sabem que, mesmo sendo voluntários,Insignia da Madeira tem sérias responsabilidades, perante a sociedade, aos pais ou responsáveis das crianças e jovens do Movimento e a cada escoteiro. Tem consciência de que a educação, embora o Escotismo

não tenha subsídios governamentais, é um investimento de recursos das famílias, de espaço da entidade patrocinadora e de tempo de todos os membros e será instrumento de progresso ou fonte de desajuste e revoltas, conforme a compreensão que os Escotistas tiveram do que lhes cabe realizar e a capacidade que tenham de fazê-lo com eficiência e harmonia.

O Escotista e o Dirigente Institucional responsáveis planejam o trabalho para aproveitar ao máximo o tempo disponível com os jovens, estudando os objetivos que tem em vista e a melhor maneira de atingi-los de acordo com o propósito do Escotismo. Toma decisões esclarecidas em cada fase do trabalho, analisando as vantagens e desvantagens, risco e viabilidade de cada opção, de preferência em equipe, e representa para o escoteiro um exemplo vivo de hábitos e atitudes que pretende desenvolver, pois sabe que mesmo que não o queira, sua postura influenciará seus escoteiros.

 Observação e Reflexão Constante

 A postura de ser sempre um bom observador e investigar as causas dos fatos (Desinteresse, evasão, a dinâmica interna das equipes, a liderança real, etc…), de procurar descobrir se os resultados obtidos deixam a desejar e porque isso ocorre; o hábito de planejar, organizar adequadamente, executar e analisar constantemente os resultados obtidos, buscando lições para o futuro, é essencial para qualquer trabalho orientado. Vale a pena também analisar como suas perguntas devem ser feitas para serem claras e possibilitar aos jovens uma reflexão lúcida.

 Busca do Aperfeiçoamento

 O Escotista e o Dirigente Institucional precisam ter ciência que as deficiências de seus escoteiros, em sua maioria, podem ser superadas com o trabalho do próprio Escotista e ou Dirigente Institucional, por isto, será preciso que realize uma constante autoanálise e um esforço planejado para melhorar. Neste aperfeiçoamento, as leituras são importantes e será útil desenvolver o hábito de destinar um horário para ler, para refletir sobre o próprio trabalho e planejar maneiras de melhorá-lo. Bons filmes, o diálogo e o debate com pessoas esclarecidas, favorecem o senso crítico e contribuem para o crescimento e a sensibilidade.

Em busca de aperfeiçoamento não é somente naquelas condições de ser um bom Escotista ou Dirigente Institucional, mas também em sua área profissional, familiar, etc… Assim, habilidades úteis para a vida devem ser desenvolvidas a exemplo da observação, eficientes relações humanas e liderança.

 Objetividade e Empatia

 Esta postura exige preocupação constante com as causas dos fatos e a compreensão de que a atuação eficaz precisa atingir essas causas. Inclui também a análise dos acontecimentos do ponto de vista das pessoas nele envolvidas – num Grupo Escoteiro, geralmente os adultos, os Escoteiros, os pais – como base para qualquer decisão.

Tal atitude é indispensável no planejamento, educação e apreciação do trabalho do Escotista, o qual deve considerar as condições existentes, as limitações do tempo disponível, os interesses e necessidades dos jovens e meios mais adequados para que o propósito do Escotismo seja alcançado.

 Otimismo, Atitude Construtiva

 O Adulto Educador aceita que sempre há a possibilidade de melhorar o jovem-Educando e que um esforço bem produzido nunca se perde. Enfatiza os aspectos positivos de cada jovem, fortalecendo a auto-imagem, mas não deixa de conversar de forma particular, quando identifica

eventuais erros. O otimismo concorre para o bom humor, leva a olhar o lado positivo dos acontecimentos, a procurar ver em cada situação a maneira de resolvê-la e melhorá-la, a não se deixar vencer pelo desânimo, a não se limitar a crítica estéril.

 Atitude adequada com cada Jovem-Educando

 Esta postura do adulto envolve respeito e interesse esclarecidos pela criança, pré-adolescentes e adolescentes a seus cuidados, compreensão de que eles não devem ser considerados apenas como alunos para serem construídos, mas de maneira mais ampla e profunda, como seres globais que têm toda uma vida fora da seção, têm capacidades que devem ser consideradas, problemas que os afligem, interesses que devem ser levados em conta e que precisam ser estimulados.

Terá de mostrar confiança em dar a cada criança ou ao jovem, tarefas de responsabilidades crescentes que exigirão iniciativa e criatividade. A atitude será, pois, de supervisão esclarecida, evitando sempre o interesse puramente sentimental pela criança ou jovem e impedindo a manipulação de poder para prestígio do adulto.

O adulto deverá observar a situação de cada Escoteiro, uma vez que obra de educação se dá no educando, partindo do que ele é, e do que ele pode realizar em cada momento.

Se você desenvolver essas atitudes e tiver, realmente, interesse em educar, capacidade de estabelecer boas relações, esforço por uma clara comunicação, criatividade e bom senso nas decisões e busca do seu próprio equilíbrio, terá as condições básicas para ser um bom Escotista ou Dirigente Institucional.

Mas ressaltamos que os pré-requisitos é a disposição para o auto aperfeiçoamento, pois com a prática supervisionada no ambiente que atua, as demais atitudes serão, progressivamente, trabalhadas e incorporadas ao dia-a-dia no nosso trabalho.

 Perfil Básico do Adulto que Necessitamos

 O perfil esperado do adulto que adere à UEB como Escotista, Dirigente Institucional, e que corresponde às expectativas da entidade é aquele que cuja pessoa seja capaz de:

  1. Contribuir para o propósito do Movimento Escoteiro, com observância dos princípios e aplicação do Método Escoteiro no desenvolvimento das atividades em que estiver envolvido;
  2.  Relacionar-se consigo mesmo, com o mundo, com a sociedade e com Deus, constituindo um testemunho do Projeto Educativo do Movimento Escoteiro, com particular ênfase à sua retidão de caráter, maturidade emocional, integração social e capacidade de trabalhar em equipe;
  3.  Assumir e enfrentar as tarefas próprias do seu processo de desenvolvimento pessoal, no que se refere às suas próprias responsabilidades educativas, ou em função da necessidade de apoiar quem está diretamente envolvido com tais responsabilidades;
  4.  Manifestar uma atitude intelectual suficientemente aberta para compreender o alcance fundamental das tarefas que se propõe a desenvolver;
  5.  Desenvolver competências e qualificações necessárias e compatíveis com a função que se propõe a exercer, ou se já existentes, colocá-las em prática;
  6. Comprometer-se com o aprimoramento contínuo dos conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao desempenho de suas funções na UEB; e
  7.  Demonstrar apoio e adesão às normas da UEB, aceitando-as e incorporando-as à sua conduta.
 
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